O
Nickelback desembarca essa semana no Brasil pela primeira vez em sua
carreira com mais de 10 anos de sucessos desde o lançamento do álbum
“Silver Side Up”, em 2001, de onde saiu o hit “How You Remind Me”. Essa
estreia no País acontecerá em grande estilo: os canadenses subirão ao
Palco Mundo, no Rock in Rio, na próxima sexta-feira, dia 20. No dia 22, o
quarteto vai se apresentar antes do Bon Jovi, em São Paulo.
Em entrevista ao Território da Música, o baixista Mike Kroeger, irmão do
‘frontman’, Chad Kroeger, contou como tem sido viajar o mundo com a
turnê de seu mais recente álbum, “Here and Now” e prometeu compensar os
fãs brasileiros com mais shows por aqui. O músico adiantou que a banda
tocará todas as canções mais conhecidas e ainda se mostrou ansioso para
ver Sepultura e Frejat, no Rock in Rio. Leia a conversa na íntegra:
Território da Música: A banda está passando pelo mundo todo na turnê
do disco “Here and Now”. O que vocês viram ou experimentaram de mais
interessante até agora?
Mike Kroeger: Estivemos em muitos lugares legais até agora e tem
sido muito interessante. A Rússia foi muito legal. Tem sido demais
visitar vários lugares com a turnê “Here and Now” e estamos animados em
viajar para a África do Sul, conhecer o mundo e tocar.
O Rock in Rio está aí e será no festival a primeira apresentação do
Nickelback no Brasil. Vocês tocarão no mesmo dia que o Matchbox Twenty e
Bon Jovi. Dois dias depois, tocarão em São Paulo, novamente com Bon
Jovi. Como estão as expectativas?
MK: Soubemos que os fãs brasileiros são os melhores do mundo e
não vemos a hora de conferir isso e tenho certeza que os fãs do Bon Jovi
também vão agitar.
E o que o público pode esperar?
MK: Bem, nós vamos tocar músicas que o público brasileiro conhece
e às vezes não sabe que são do Nickelback. Às vezes tocamos umas
músicas para criar uma conexão até que todos percebam que é uma música
que realmente conhecem.
Vocês têm um contato mais próximo com os fãs através das redes sociais?
MK: Temos um pessoal nas redes sociais. Eu, pessoalmente, não
lido com isso, pois é tão trabalhoso que eu não conseguiria acompanhar
tudo. Mas eu tento ficar ligado o máximo que posso e, prestando atenção,
fica claro que o Brasil é o maior país no mundo ativo nas redes
sociais. E isso reflete no quanto os brasileiros acompanham o Nickelback
e ficamos felizes com isso.
Você ou alguém da banda conhece alguma coisa de música brasileira?
MK: Eu não conheço nada mais contemporâneo. Eu cresci sendo um
“metalhead”, então conheço o Sepultura e o Soulfly. Eu também comecei a
jogar capoeira há alguns anos e, com isso, me interessei bastante por
essa cultura e vertente musical vinda da capoeira. Tirando isso, não sei
muito sobre a música brasileira, mas quero muito ver no Rock in Rio,
que vai ter um monte de artistas brasileiros para conferir. Alguma
recomendação?
No dia do Nickelback, vai ter show do Frejat pouco antes de vocês no Palco Mundo. Recomendo que assistam ao show dele.
MK: Ótimo!
E o Sepultura também vai tocar, no dia anterior ao seu show.
MK: Estava mesmo querendo saber isso, quando seria o Sepultura,
Metallica e Alice in Chains, quero vê-los. Vai ser bem legal. Estarei
lá.
Vocês terão alguns dias de folga aqui no Brasil? O que gostariam de fazer por aqui?
MK: Vou tentar fazer o máximo que puder, mas vai ser uma loucura.
Vou conferir os shows do Sepultura , Ghost, Alice in Chains, dias antes
do nosso show no mesmo lugar. Depois do Rock in Rio, vamos para São
Paulo e então pegamos um voo direto para casa. Vai ser apertado, mas
vamos tentar ver algumas coisas. Eu mal consigo esperar para conhecer o
pessoal.
Mike, quando a banda determina que é hora de começar a trabalhar em
um novo material. Vocês ainda estão trabalhando o álbum lançado em 2011.
Já pensam no próximo?
MK: Sim, já começamos a fazer isso. Já demos início a esse
processo e estamos juntando cada vez mais coisas novas para trabalharmos
no novo álbum.
Ótimo, para quando podemos esperar esse álbum?
MK: Esperamos que saia nessa época, no ano que vem.
Durante o processo de composição, a banda procura inspiração em novas
ou até coisas antigas que vocês ouvem, ou é mais importante se manter
verdadeira ao som do Nickelback?
MK: São coisas diferentes ser inspirado por algo e engatilhar
emoções que te façam criar coisas diferentes. Mas não acho que seja
sempre uma coisa direta. Às vezes é somente uma questão de ouvir algo no
rádio, ou em qualquer lugar, que te dê uma ideia que você depois nem
saiba de onde veio.
A banda tem uma base de fãs enorme ao redor do mundo, o que deve ser
bem fácil de se acostumar, certo? Quanto às criticas negativas, como
vocês lidam?
MK: Sabe, no começo a gente ficava chateado, mas agora nós
percebemos que muito dessa crítica é irrelevante. As pessoas tomam suas
próprias decisões sobre o que elas querem ouvir e o que gostam. Algumas
das minhas músicas favoritas receberam más críticas. O Led Zeppelin
nunca teve uma crítica boa da revista Rolling Stone. Eu realmente não
vejo como algo que signifique muito.
Quais são suas bandas favoritas? Tem algo que não sai do seu iPod nunca?
MK: Eu ouço muita música estranha, umas coisas que não são muito comerciais. Eu gosto muito de uma banda sueca chamada Meshuggah.
Vocês quatro têm gostos similares ou somente para a música que fazem?
MK: É certo que nos juntamos para a música do Nickelback, mas
curtimos umas coisas bem diferentes. O Chad gosta de ‘classic rock’, o
Ryan gosta de um monte de coisas diferentes, mas curte muito country e
‘western’. Daniel curte bastante rock progressivo - ele é um que gosta
mais do tipo de música que eu gosto: música esquisita mesmo, loucura de
músicos (risos). Escutamos juntos algumas coisas bem antigas, como Mr.
Bongo, até mesmo o Meshuggah, que mencionei antes.
É bom que você tenha alguém na banda para compartilhar essa estranheza.
MK: Sim! Quando tocamos essas para os outros caras, eles só dizem “então tá”. Eles não entendem (risos). Não são tão esquisitos.
Alguma mensagem aos nossos leitores?
MK: Quero convidar a todos para nos ver. Desculpe-nos pela demora
em ir aí, mas iremos compensá-los e voltar mais frequentemente. Com
certeza nos divertiremos muito e estamos ansiosos.